Isso impôs uma tarefa que Aristóteles não solucionou em modo positivo, mas antes apenas indicou-a em seu caráter incontornável. Toda a história da filosofia posterior, porém, é um testemunho de quão pouco se conseguiu resolver essa tarefa. A razão desse fracasso não está tanto no fato de não se ter encontrado um caminho para responder a essa tarefa, mas muito mais no fato de, até hoje, cada vez mais, não se ter levado suficientemente a sério a própria questão. Aqui no entanto devemos renunciar a desdobrar a questão em todos os seus aspectos, procurando mostrar ali como, tanto em Aristóteles como na Antiguidade, falta o essencial para pelo menos colocar limpidamente a questão como questão; todavia, por outro lado, foi justamente através de Aristóteles, no contexto de nosso tema central, que deu um passo decisivo para a reta concepção dessa questão.
Por outro lado, o que impediu a reta concepção da questão nos veio constantemente ao encontro no decorrer de toda essa consideração que viemos fazendo, apenas que não pudemos compreendê-la de modo próprio e suficientemente claro. Mão é nada menos do que a duplicidade do tema que se impôs no argumento que acabou de ser debatido. O que deve estar em questão são os ἄψυχα e por outro lado não é isso que está propriamente em questão, mas a αἴσθησις enquanto δύναμις. Mas novamente também não é esta, enquanto é simplesmente um ἐμψθχον, no sentido [202] de um ente animado ali presente. Antes, em questão estão os ἄψυχα enquanto αἰσθητά - e a αἴσθησις enquanto αἰσθάνεσθαι τὰ ἄψυχα. São se está perguntando como as coisas materiais inanimadas, que estão ali presentes, se comportam umas em relação as outras, mas como podem ser manifestas em si enquanto entes em si, sem prejuízo do fato de o acontecer de sua manifestação estar em si ligado à realidade do ente animado, que é o homem.
E Aristóteles não consegue - assim como ninguém antes dele e depois dele conseguiu - compreender a essência própria e o ser daquilo que perfaz esse entre - entre αίσθητόν enquanto tal e αΐσ-θησις enquanto tal; tampouco consegue compreender aquilo que em si gera essa maravilha de, ape