o fenómeno do mundo que obriga a uma concepção mais radical do conceito de sujeito. Gostaríamos de entender em que medida as coisas se comportam'assim. Mas também não queremos esconder de nós mesmos o fato de que se carece aqui menos de argúcia do que de ausência de preconceitos.
O mundo é algo "subjetivo", pressupondo que determinemos de maneira correspondente a subjetividade com vistas a este fenómeno do mundo. O mundo é subjetivo diz que ele pertence ao ser-aí, na medida em que este ente é sob o modo do ser-no-mundo. O mundo é algo que o "sujeito" por assim dizer "pro-beta" a partir de sua interioridade. Boas temos o direito de falar aqui de interioridade e exterioridade? O que esta projeção pode significar? Evidentemente não que o mundo é um pedaço de mim no sentido de uma outra coisa qualquer presente à vista em mim como uma coisa; nem tampouco que eu lançaria para fora a partir desta coisa sujeito o mundo. Ao contrário, o ser-aí mesmo já é enquanto tal projetado. Na medida em que ele existe, um mundo é pro-jetado para ele com seu ser. Existir significa entre outras coisas: previamente lançar para si o mundo; e isto de tal modo, em verdade, que, com o caráter jogado desse projeto, isto é, com a existência fática de um ser-aí, também já é sempre descoberto um ente presente à vista. Com o lance prévio, com o mundo previamente lançado, desvelo-se aquilo a partir do qual pela primeira vez um ente presente à vista intramundano é passível de ser descoberto. É preciso fixar duas coisas: 1) Ao conceito da existência pertence o ser-no-mundo; 2) Um ser-aí faticamente existenteu, m ser-no-mundo fático, já é sempre junto a um ente intramundano. Ao ser-no-mundo fático pertence sempre um ser junto ao ente intramundano. O ser junto ao ente presente à vista em sentido mais amplo, por exemplo, a lida circunvisiva com as coisas da região mais próxima e mais ampla, está fundado no ser-no-mundo.
Já para a primeira compreensão destes fenómenos é importante ter clareza quanto à diferença essencial entre duas estruturas, a diferença entre ser-no-mundo como uma determinação do ser-aí e intramundanidade como uma de terminação possível do ente presente à vista. Procuramos