a um subsistente ser-junto a uma coisa qualificada de coisa-espiritual e a outra qualificada de coisa corporal, permanecendo obscuro o próprio ser do ente assim composto o entendimento do ser-no-mundo como estrutura essencial do Dasein permite que o olhar tenha a possibilidade de penetrar na espacialidade existenciaria do Dasein. Penetração que preserva de não-ver ou eliminar por antecipação essa estrutura, o que não seria motivado ontologicamente mas “metafisicamente: na opinião ingênua de que o homem é de imediato uma coisa espiritual, posteriormente posta “dentro” de um espaço.
O ser-no-mundo do Dasein, por sua factualidade, já se dispersou ou mesmo se despedaçou cada vez em determinados modos do ser-em. A multiplicidade de tais modos do ser-em pode ser mostrada em exemplos, na seguinte enumeração: ter de se haver com algo, produzir algo, cultivar algo e cuidar de algo, empregar algo, abandonar algo ou deixar que algo se perca, empreender, levar a cabo, [57] averiguar, interrogar, considerar, discutir, determinar... Esses modos do ser-em têm o modo-de-ser do ocupar-se, o qual terá de ser caracterizado ainda mais a fundo. Modos do ocupar-se são também os modi deficientes do deixar de fazer, omitir, renunciar, descansar e todos os modi de “o que já não é... senão” em relação a certas possibilidades da ocupação. O termo “ocupar-se” tem de imediato sua significação pré-científica e pode significar: executar, terminar, “resolver um assunto”. A expressão pode significar também obter algo. Além disso, é empregada de modo característico: estou ocupado com o malogro do empreendimento. “Ocupar-se” significa aqui algo como recear. Em oposição a essas significações pré-científicas e ônticas, a expressão “ocupar-se de algo” é empregada na presente investigação como termo ontológico (existenciário) para a designação do ser de um possível ser-no-mundo. Por isso, o termo não é escolhido porque de imediato e cm grande medida o Dasein seja algo assim como
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