era utilizável. De novo o mundo-ambiente se anuncia. O que assim reluz não é um utilizável entre outros e menos ainda um subsistente como que a fundar o instrumento utilizável. Ele é no “aí”, antes de toda constatação e consideração. Ele é ele mesmo inacessível ao ver-ao-redor, na medida em que este está sempre dirigido para o ente, mas ele já está cada vez aberto para o ver-ao-redor. “Abrir” e “ser aberto” serão em seguida empregados terminologicamente significando “deixar aberto” — “ser do que é aberto”. “Abrir” nunca significa “obter algo, de forma mediata, por uma inferência”.
Que o mundo não se “compõe” de utilizáveis é mostrado entre outras coisas em que, com o reluzir do mundo nos modi interpretados de ocupação, ocorre ao mesmo tempo uma desmundificação do utilizável, de tal maneira que fica nele manifesto o ser-só-subsistente. Para que o utilizável possa vir-de-encontro na ocupação cotidiana do “mundo ambiente” em seu “ser-em-si”, é preciso que as remissões e as totalidades remissivas, nas quais o ver-ao-redor é absorvido, permaneçam atemáticas para ele, assim como o são e, com mais razão, para uma apreensão “temática”, fora do ver-ao-redor. Que o mundo nâo se anuncie é a condição da possibilidade de que o utilizável não saia da sua condição de nâo-surpreendente. E onde se constitui a estrutura fenomênica do ser-em-si desse ente.
As expressões privativas como não-surpresa, não-importunação e não-pertinência designam um caráter fenomênico positivo do ser do utilizável imediato. Tais “nãos” significam esse caráter do manter-se-em-si do utilizável, o que temos em vista com o ser-em-si, mas que, de modo característico, atribuímos de “pronto” ao subsistente como o que deve ser tematicamente fixado. Na orientação primária e exclusiva para o subsistente não se pode esclarecer ontologicamente o “em si”. Entretanto, se o falar de “em si” há de ser ontologicamente relevante, então uma interpretação deve ser exigida. Há uma referência no mais das vezes enfática, do ponto de vista ôntico, [76] a esse em-si do ser e, com razão, no seu aspecto fenomênico.
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