e de obscurecimentos, como quebra das contrafações com que o Dasein se fecha para si mesmo.
Com a interpretação do ser-com e do ser-si-mesmo em a-gente está respondida a pergunta pelo quem da cotidianidade do ser-um-com-o-outro. Essas considerações trouxeram ao mesmo tempo um entendimento concreto da constituição fundamental do Dasein. O ser-no-mundo ficou visível em sua cotidianidade e mediania.
O Dasein cotidiano tira a interpretação pré-ontológica [130] de seu ser do imediato modo-de-ser de a-gente. A interpretação ontológica segue de imediato essa tendência interpretativa, e entende o Dasein a partir do mundo e o encontra como ente do-interior-do-mundo. E, não somente isso, mas a ontologia “imediata” do Dasein faz que se lhe dê a partir do “mundo” o sentido do ser em relação ao qual esses entes “sujeitos” são entendidos. Mas porque nessa absorção no mundo, passa-se por cima do fenômeno-de-mundo ele mesmo, em seu lugar se introduz o subsistente do-interior-do-mundo, as coisas. O ser do ente que é-“aí”-com é concebido como subsistência. Assim, a prova do fenômeno positivo do modo imediato do cotidiano ser-no-mundo possibilita a penetração na raiz do defeito de interpretação ontológica dessa constituição-de-ser. Ela mesma, em seu modo de ser cotidiano, é a que de imediato falha e encobre.
Se já o ser do cotidiano ser-um-com-o-outro, que parecia aproximar-se ontologicamente da pura subsistência, é fundamentalmente distinto dela, então menos ainda se poderá conceber como subsistência o ser do-si-mesmo próprio. O ser-si-mesmo próprio não repousa sobre um estado-de-exceção de um sujeito desprendido de a-gente, mas é uma modificação existencial de agente como um existenciário essencial.
Mas o ser-si-mesmo do existente “si-mesmo” próprio é então separado ontologicamente por um abismo da identidade do eu que se mantém na multiplicidade-de-vivência.
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