inversão de seus termos, mas uma nova confirmação ontológico-fenomênica de seu conteúdo. A primeira enunciação seria então "sum" e precisamente neste sentido: eu-sou-em-um-mundo. Assim sendo, “eu sou” na possibilidade-de-ser para diversos comportamentos (cogitationes) como modos do ser junto ao ente do-interior-do-mundo. Descartes diz ao contrário: cogitationes são subsistentes e, cossubsistindo, há nelas um ego que é coisa pensante como desprovida-de-mundo.
c) Realidade e preocupação
Realidade, como termo ontológico, refere-se ao ente do-interior-do-mundo. Se ele serve à designação desse modo-de-ser em geral, então a utilizabilidade e a subsistência têm a função de modi da realidade. Mas, se a palavra guarda sua significação tradicional1, então designa o ser no sentido da pura subsistência-de-coisa. Mas nem toda subsistência é subsistência-de-coisa. A “natureza” que nos “rodeia” é sem dúvida um ente do-interior-do-mundo, mas não mostra nem o modo-de-ser do utilizável, nem o do subsistente no modo da “coisidade-natureza”. Qualquer que possa ser a interpretação dada a esse ser da “natureza”, todos os modi-de-ser do ente do-interior-do-mundo são ontologicamente fundados na mundidade do mundo e, portanto, no fenômeno do ser-no-mundo. Do que decorre que nem a realidade tem uma precedência entre os wWz-de-ser do ente do-interior-do-mundo, nem, menos ainda, esse modo-de-ser pode caracterizar de modo ontologicamente adequado algo assim como mundo e Dasein.
Na ordem das conexões-de-fundamentação ontológica e da possível justificação categorial e existenciária, a realidade remete ao fenômeno da preocupação. [212] Que a realidade se funda ontologicamente no ser do Dasein não pode significar que o real só pode ser como o que ele é em si mesmo, se e enquanto o Dasein existe.
a de hoje
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